Ballet para todos: Crianças com Síndrome de Down que optam pelo ballet têm avanços físicos e cognitivos, fatores fundamentais que auxiliam no tratamento terapêutico

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Aproximadamente 20 crianças e adolescentes especiais estão hoje matriculados na Ebateca. Como uma atividade que também proporciona inclusão, o ballet é um exercício que tem uma ação estruturada, planejada, organizada e repetitiva. Todas essas características são fundamentais para que esses alunos tenham avanços no tratamento terapêutico. “A prática do ballet pode ser um coadjuvante ao tratamento fisioterapêutico, visto que os movimentos corporais realizados podem levar à aquisições motoras e cognitivas”, enumera a fisioterapeuta Ana Graça Gonçalves. Professora e diretora de uma das unidades da Ebateca, Lívia Pereira é a mamãe da Maria Luíza, portadora da síndrome de Down, e considera o ballet uma atividade fantástica para crianças especiais. “Maria Luiza tem vivenciado momentos de muita magia e encantamento em cada aula, através das atividades lúdicas e embaladas pela gostosa melodia. Lá, ela trabalha exercícios de coordenação motora, noção de espaço, lateralidade e aquecimento de ideia”, afirma. Segundo Lívia, o maior desafio da pessoa com síndrome de Down é perceber e realizar. É nesse contexto que o ballet se encaixa com persistência e leveza. “Na sua primeira vez no palco, ela foi um peixinho no espetáculo ‘O País Maravilhoso de Alice’, e tirou de letra! Apesar do ambiente estranho ao dia a dia de aula, com uma roupinha diferente, iluminação, som e plateia, ela teve muita segurança para entrar no palco e fazer o que foi ensaiado”, disse a mamãe orgulhosa.

 

“O BALLET CLÁSSICO AJUDA A MANTER O BIORRITMO, CONTRIBUI PARA MELHORAR A PSICOMOTRICIDADE, DESENVOLVE A AUDIÇÃO ATRAVÉS DA MÚSICA QUE UTILIZAMOS TODO O TEMPO, ELEVA O GRAU DE ATENÇÃO, E AJUDA A CRIANÇA A CONTROLAR O PRÓPRIO CORPO” Karyne Lacerda – Diretora Ebateca

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A fisioterapeuta, Ana Graça Gonçalves, destaca que, com o ballet, é possível explorar todos os benefícios de um exercício dirigido em forma de dança, contemplando um momento divertido e prazeroso. “A convivência com outras crianças, de faixa etária similar, em ambiente extraescolar, favorece a sociabilização e a inclusão da criança na sociedade”, afirma. Entre tantos benefícios proporcionados pela prática do ballet, a fisioterapeuta ressalta ainda que essa atividade é responsável por favorecer movimentos corporais rítmicos coordenados junto com uma música, que normalmente tem um tom suave e potencialmente cognitivo. “Os movimentos estimulam a flexibilidade e o desenvolvimento dos músculos de todo o corpo, favorecendo ainda o desenvolvimento motor global e melhorando as habilidades complexas, como equilíbrio e coordenação”, completa. Karyne Lacerda, diretora da Ebateca, conta que a família Ebateca busca acolher com amor, respeito, igualdade e dignidade todos os alunos que compõem a instituição. “Para nós, o amor aliado ao conhecimento, que acumulamos diariamente através de estudos e vivências ao longo dos 55 anos de dança na Bahia, é o que transforma a vida de todos que dançam conosco”, garante a diretora.

Por Dan Araújo  – Revista Meu Bebê

 

 

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