Ballet para adultos, alegria e benefícios que vão além do condicionamento físico.

Sonhar em ser bailarina, dançar nas melhores companhias de dança é fazer parte de um mundo mágico cor de rosa, faz parte da vida de muitas meninas. Porém o despertar do sonho para o ballet que nem sempre é possível na infância, é despertado com o ballet adulto.

A modalidade de ballet que não requer nenhuma preparação anterior é para muitas mulheres uma realização do sonho de infância, para outras uma forma de desestressar, encontrar as amigas para uma atividade lúdica divertida e acima de tudo extremamente prazerosa.

O Principal Público

Na Ebateca, o público é composto por mulheres de 30 a 70 anos, algumas são ex-alunas que praticaram ballet quando crianças e que precisaram abandonar, outras são pessoas que sempre desejaram e nunca tiveram a oportunidade e ou mesmo mães que matricularam as filhas e depois de assistirem às aulas por um período decidem optar pela dança como atividade física.

Um exemplo é Olívia Maria Almeida, enfermeira de Cruz das Almas: “Sempre amei dançar, e o Ballet sempre foi especial para mim. Desde criança queria fazer aulas de Ballet, mas não tive oportunidade. Assistia pela televisão, cheguei a assistir apresentações em teatro, e sempre me emocionava muito. Para minha alegria, a oportunidade chegou aos 50 anos. Me mudei para Cruz das Almas e lá encontrei uma escola de Ballet para adultos. Não foi fácil no início romper com certos paradigmas, mas fui muito bem acolhida, me sentindo estimulada. Estou na Ebateca com uma turma de alunos maravilhosa, professores dedicados e nos tornamos grandes amigos. Estou longe de ser uma bailarina, mas a alegria e satisfação de fazer parte do mundo da dança, me rejuvenesce e me faz feliz”.

 

Benefícios

Christianne Lisboa Queiroz, 50 anos é arquiteta iniciou o curso de Ballet Clássico adulto desde 2007. Ela afirma ter iniciado o curso por uma necessidade de movimentar: “o corpo todo sentia a chegada dos 40. Eu nunca havia feito academia. Eu sentia que precisava fazer algum movimento, mas ao mesmo tempo não iria conseguir fazer uma atividade qualquer. O ballet me ajudou de várias maneiras. Me deu segurança no meu trabalho, comecei a falar em público, me sentia mais bonita e segura, melhorei minha postura corporal, tive mais disposição ao acordar de manhã e fazer meus trabalhos. Exerço várias atividades, trabalho como arquiteta, acompanho obras, sou dona de casa, tenho um filho, tenho marido e cuido de tudo com muita disposição e amor. A dança não me deu simplesmente habilidade corporal, mas sim, contribuiu para meu aprimoramento pessoal, me permitiu valorizar minhas potencialidades humanas e minha relação com o mundo. O uso da dança em minha vida favoreceu também minha criatividade, além de elevar a minha autoestima. Enfim, sou uma outra pessoa, antes e depois do ballet”.

Karyne Lacerda, Diretora da Ebateca cita a importância do ballet adulto para várias áreas:  “o ballet fortalece a musculatura proporcionando maior condicionamento físico, equilíbrio, coordenação motora e melhor a postura. E mesmo quem tem dificuldade para emagrecer pode tirar vantagens.

Ritmo Individual

A coreógrafa Mônica Rocha, também diretora da Ebateca Ondina, esclarece que as aulas são estruturadas com precisão e técnica que o Ballet exige, respeitando o ritmo individual de cada aluno. A maior parte dos exercícios são desenvolvidos como pequenas danças, a predisposição em aprender e a diversão nas aulas é maior, assim e sempre conseguimos facilmente acelerar os níveis de realização”.

 

Idade não é obstáculo

Venécia Rocha, professora e Diretora da Ebateca Brotas, afirma que a idade não é um obstáculo: “Muita gente tem vergonha de encarar uma turma de Ballet na vida adulta, mas como todas estão na mesma fase, as pessoas acabam se sentindo à vontade e se divertindo muito”.

Verônica Bonfim começou a dançar na infância, depois parou, o tempo passou e em 2013 começou a dançar Jazz, tendo que parar por conta do uso de medicamentos muitos fortes para o tratando de um câncer na mama, mas não desistiu. Em 2016, retornou para o jazz, mesmo assim sentia que tinha algo faltando e que precisava realizar seu grande sonho: Dançar ballet clássico. “A dança muda as pessoas e assim tem feito de minha vida uma mudança radical, disciplina, autoestima, equilíbrio, tenho uma filha de 22 anos, quero envelhecer e continuar dançando… Que todas as mulheres tomem a iniciativa de fazerem o que gostam, assim seremos livres tranquilas e poderosas”.

 Benefícios para toda a vida.

Millena Brito, 33 anos é Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, cita a importância da prática do Ballet para a sua vida profissional: “por 25 anos frequentei assiduamente a sala de aula da Ebateca Pituba. Por todo este tempo, aprendi que é possível dançar sobre as dificuldades, sempre com determinação, disciplina, coragem e muito amor. Graças ao que aprendi na Ebateca, consigo exercer a minha profissão com muita paixão, determinação e leveza. O palco é outro, mas a justiça é como a dança, merece ser sentida e buscada até que atinja a perfeição”.

Tatiana Barreto, 39 anos é empresária e faz Ballet há 15 anos na Ebateca: “Com a dança aprendi a traçar objetivos e me dedicar a alcança-los. Nos ensina a trabalhar em grupo e encarar desafios. Saber que temos uma hora mágica, que nessa hora (aula) vamos nos entregar a mágica da música e da dança, esquecendo do mundo ou trazendo-o para os nossos pulos, piruetas é uma sensação imensurável… Determinação, autoestima, socialização e muita alegria de viver”.

Cristine Liborio de Melo, 42 anos é médica, entrou no Ballet aos 6 anos de idade e aos 8 também no jazz. Dançou até os 18 anos, quando precisou abandonar a dança para cursar medicina. Hoje passados mais de 20 anos voltou a dançar: “ A dança me deu foco, disciplina e uma sensibilidade a mais, em toda a minha vida.

Há 11 anos, reencontrei-me com o ballet através da minha filha Sofya, bailarina da Ebateca desde os dois anos de idade. E agora, finalmente, após mais 20 anos, voltei a calçar minhas sapatilhas, realizar o sonho de voltar a dançar e ser ainda mais feliz”.

Alyxi Veloso, 42 anos, assistente social, fez um ano de sapateado e agora fazendo Ballet reafirma os benefícios pessoais: “ a dança me ajuda a superar meus medos, anseios e me dá mais estímulo em alegrias”.

Os benefícios físicos, emocionais e orgânicos são incontáveis: em grupos de pessoas adultas que praticam dança, não se fala em cólicas, TPM ou efeitos da menopausa.

O melhor de tudo, é a sensação de bem-estar e felicidade plena que a dança nos traz. É estado de paixão pela vida, que só sabe quem dança.

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